como curar uma ressaca

Como curar uma ressaca

Como curar uma ressaca que te está a dar volta ao tudo? Como curar uma ressaca daquelas?

Como curar uma ressaca

A ressaca é das dores de tudo.. tudo doi até cabeça. Comer antes e enquanto bebe evita a ressaca? Ingerir água intercalando com o álcool evita o mal-estar? E rebater a ressaca no dia seguinte com mais uma rodada de bebidas cura o porre? O G1 listou algumas situações e conversou com a nutricionista Karin Honorato. Veja o que a especialista disse sobre o assunto.

Como curar uma ressaca


Pensa comigo: Como curar uma ressaca : os teus amigos chamam-te para uma grande festona ( como a da passagem de ano ). Tu queres divertir-te e festejar ao máximo e resolves beber tudo o que apanhas à mão. Podes até ganhar coragem para ir ter com aquela gatinha/gatinho, ou para perder a vergonha e dançar no meio da pista ou na coluna… dás umas boas risadas.Como curar uma ressaca é beleza, tudo ok, até que passas da conta, vais dormir e acorda com aquela dor de cabeça, o corpo mole, um enjôo terrível. Chegaste ao terrível mundo da ressaca.

Resposta simples e objetiva: o álcool. Quando você bebe, o seu organismo gasta uma grande quantidade de energia para filtrar o álcool do seu sangue. Portanto, energia = glicose. Ou seja, pra começar, seu corpo fica debilitado porque gastou muita glicose.

Além disso, o álcool inflama o seu intestino, o que pode causar dores de barriga e diarréia, além de inflamar também o seu estômago, o que causa o enjôo tão característico.

Sabia que a bebida alcoólica inibe a produção de vasopressina? Para quem não sabe, vasopressina é o nosso HAD (hormônio antidiurético). Imagine assim: quando o teu corpo está com pouca água, este hormônio é secretado para que seus rins retenham líquido. Portanto, com altas doses de álcool no sangue, a vasopressina não será liberada, fazendo com que você perca muita água através da urina (já que seus rins não poderão retê-la). Por isso que quando estamos bebendo, vamos ao banheiro várias vezes.

Existem várias hipóteses para explicar o aparecimento e a gravidade da ressaca. Além da quantidade de álcool consumida, outros fatores relacionados ao consumo propriamente dito (intervalo de tempo do consumo ou o tipo de bebida) podem influenciar o aparecimento da ressaca. Fatores psicológicos também parecem estar envolvidos, assim como a vulnerabilidade à dependência de álcool (como predisposição genética). Por exemplo, filhos de pais dependentes de álcool, mais vulneráveis à dependência, apresentavam ressacas mais graves do que filhos de não-dependentes, em condições comparáveis de freqüência e quantidade de álcool consumido3. A presença de alguns traços de personalidade em indivíduos com histórico familiar de alcoolismo também tem sido relacionada com a gravidade da ressaca4. Tal situação poderia favorecer o consumo de álcool, visto que, somado à vulnerabilidade genética, os indivíduos poderiam consumir mais álcool com o intuito de aliviar a sintomatologia da ressaca. Entretanto, ainda são necessários outros estudos a fim de estabelecer uma relação entre diversos fatores (genéticos e psicossociais), os efeitos do álcool e a ressaca.

Quando teu corpo está descansado, o seu organismo faz um trabalho danado para filtrar todo o álcool do teu sangue. Como você está desidratado, as suas células ficam, literalmente, com sede. Portanto, a dor de cabeça proveniente da ressaca é justamente isso: seus neurônios pedem água! A fisiologia da ressaca é intrigante por seus sintomas se apresentarem somente após a (quase) completa eliminação do álcool e de seus metabólitos do organismo, geralmente no dia seguinte ao consumo excessivo de álcool. Existe a crença popular (não comprovada cientificamente) de que a desidratação é a principal causa dos sintomas da ressaca. Sugere-se que a ressaca e a desidratação sejam dois processos independentes que ocorrem concomitantemente, por meio de diferentes mecanismos. Na ressaca, há mudanças fisiológicas significativas em parâmetros endócrinos (aumento nas concentrações de vasopressina, aldosterona e renina), além de acidose metabólica (redução do pH do sangue devido ao aumento de lactato, corpos cetônicos e ácidos graxos livres). Estes efeitos são também relacionados com a desidratação, podendo causar os sintomas como boca seca e sede. Como o álcool, por si mesmo, também induz a desidratação, durante a ressaca (ou durante/após o consumo não-exagerado de álcool) é essencial reidratar-se o máximo possível. Estima-se que o consumo de 50 g de álcool em 250 ml de água (aproximadamente 4 doses) causa a eliminação de 600 a 1000 ml de água em algumas horas7: o álcool é diurético (por aumentar a concentração de vasopressina, ou hormônio antidiurético) e alguns de seus efeitos, como suor, vômito e diarréia (comuns na ressaca), ainda promovem mais perda de água no organismo. Há muitas hipóteses para explicar a fisiologia da ressaca. No entanto, todas explicam apenas parcialmente os diferentes aspectos da ressaca, ou como vários fatores são capazes de modificar seu surgimento e gravidade. Seguem abaixo as teorias mais aceitas ou discutidas atualmente, segundo Verster (2008)1, Stephens e colaboradores (2008)8, e Prat e colaboradores (2009)2.

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